sábado, 12 de março de 2011

friendship


O valor da Ingenuidade

 Nas minhas pesquisas encontrei este texto de Almada Negreiros. Penso que é tão verídico que deve ser visto várias vezes e por varias pessoas!

O Valor da Ingenuidade
O maior perigo que corre o ingénuo: o de querer ser esperto. Tão ingénuo que cuida, coitado, de que alguma vez no mundo o conhecimento valeu mais do que a ingenuidade de cada um. A ingenuidade é o legítimo segredo de cada qual, é a sua verdadeira idade, é o seu próprio sentimento livre, é a alma do nosso corpo, é a própria luz de toda a nossa resistência moral.
Mas os ingénuos são os primeiros que ignoram a força criadora da ingenuidade, e na ânsia de crescer compram vantagens imediatas ao preço da sua própria ingenuidade.
Raríssimos foram e são os ingénuos que se comprometeram um dia para consigo próprios a não competir neste mundo senão consigo mesmos. A grande maioria dos ingénuos desanima logo de entrada e prefere tricher no jogo de honra, do mérito e do valor. São eles as próprias vítimas de si mesmos, os suicidas dos seus legítimos poetas, os grotescos espanatalhos da sua própria esperteza saloia.
Bem haja o povo que encontrou para o seu idioma esta denunciante expressão da pessoa que é vítima de si mesma: a esperteza saloia. A esperteza saloia representa bem a lição que sofre aquele que não confiou afinal em si mesmo, que desconfiou de si próprio, que se permitiu servir de malícia, a qual como toda a espécie de malícia não perdoa exactamente ao próprio que a foi buscar. Em português a malícia diz-se exactamente por estas palavras: esperteza saloia.

Parecendo tão insignificante, a malícia contudo fere a individualidade humana no mais profundo da integridade do próprio que a usa, porque o distrai da dignidade e da atenção que ele se deve a si mesmo, distrai-o do seu próprio caso pessoal, da sua simpatia ou repulsa, da sua bondade ou da sua maldade, legítimas ambas no seu segredo emocional.
Porque na ingenuidade tudo é de ordem emocional. Tudo. O que não acontece com as outras espécies de conhecimento onde tudo é de ordem intelectual. Na ordem intelectual é possível reatar um caminho que se rompeu. Na ordem emocional, uma vez roto o caminho, já nunca mais se encontrará sequer aquela ponta por onde se rompeu.
O conhecimento é exclusivamente de ordem emocional, embora também lhe sirvam todas as pontas da meada intelectual. 

Almada Negreiros, in "Ensaios"


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

coisas da mnha cabeça.......


Grande parte das coisas q damos como certas fogem-nos.

Isto porque na vida nada é certo. (O q leva a q tbm sejamos curiosos) Mas e se a nossa vida ja tivesse um plano a seguir. Saberiamos como agir, ou pensar.
Será q fariamos os mesmos erros=? Ou talvez fizessemos erros piores??

E depois temos aqueles momentos na nossa vida em q perdemos a noção se o q achamos correcto é mesmo correcto.

É dificil ser uma mente baralhada e insatisfeita. LOOOL

Eu não quero, nem peço, perfeição. Mas quero lá chegar perto. Quero satisfação. Pq é atraves da satisfação que consigo ser "forte".

domingo, 7 de junho de 2009



AS PESSOAS QUE EU MAIS ADMIRO SÃO AQUELAS QUE NUNCA ACABAM.

De Almada Negreiro.